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Plano de Saúde e home-office: Vale a pena manter a cobertura nacional?

Há quem afirme que o home-office será uma tendência no mundo do trabalho que será mantida, ainda que parcialmente, em 2021, por conta da pandemia do Covid-19. Se muitas empresas adotaram o teletrabalho no susto, em função do caráter emergencial para conter o avanço do coronavírus, atualmente já nos damos conta de vantagens no regime tanto para empregados quanto para empregadores. E, neste sentido, muitas outras mudanças podem ser incorporadas em função dos trabalhadores passarem a maior parte do tempo executando suas tarefas dentro de casa. Um desses ajustes possíveis é a alteração da cobertura dos planos de saúde empresariais – mudando a abrangência de nacional para local, o que vai reduzir o custo do benefício.




Esta é uma possibilidade real que pode ser levada em consideração neste momento desde que a decisão pela contratação da cobertura nacional – quando os serviços da rede credenciada de saúde estão ativos em qualquer lugar do Brasil e não apenas no estado onde o beneficiário vive – tenha sido tomada em função do contrato de trabalho prever deslocamentos constantes no exercício profissional. Nesta situação, por exemplo, se enquadrariam o corpo diretivo e de gerentes que habitualmente viaja a negócio, correto?


Os colaboradores operacionais, que não possuem necessidade de se deslocar para desempenhar suas funções em outras regiões do país ou mesmo cidades do estado, poderão ser cobertos por um plano com cobertura estadual...local. Essa já é uma práxis. O que talvez ainda não seja do conhecimento geral do mercado é que muitas operadoras são flexíveis na composição dos planos contratados quando o assunto é abrangência. É possível considerar um mix de coberturas num mesmo contrato: local (município ou grupo de municípios), estadual/regional ou ainda nacional. Isso significa que a empresa poderá definir por enquadrar todo seu staff que obrigatoriamente precisa viajar num plano com abrangência regional/nacional e optar por uma modalidade regional/local para o corpo operacional.


Outro item que tem um excelente impacto na redução dos custos das mensalidades dos planos de saúde, além do seu cunho “educativo”, é o mecanismo de coparticipação – onde há a cobrança de adicionais por uso. Os contratos empresariais com coparticipação costumam ter uma mensalidade bem mais atraente para o beneficiário - que receberá uma fatura específica referente aos serviços apenas quando utilizados, juntamente com a mensalidade. Normalmente, a coparticipação é cobrada pelo plano de saúde para o seu beneficiário em até 90 dias depois da sua utilização e, geralmente, as cobranças são restritas a consultas; exames e emergência – cirurgias; internações e partos não são taxados. Existem ainda alguns contratos que possuem limitadores para os percentual cobrado na coparticipação de exames, consultas... de tal forma que o colaborador pode até mesmo ter uma “prévia” de aproximadamente quanto terá de despesa médica quando fizer o seu check-up anual.


Sabemos que muitas empresas e trabalhadores de uma forma geral estão passando por dificuldades financeiras devido à crise econômica e sanitária e que a redução de despesas está na ordem do dia. Infelizmente, um dos cortes está sendo feito justamente nos planos de saúde – de acordo com números do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), 254,545 mil beneficiários deixaram os planos de saúde médico-hospitalares entre abril e julho deste ano. Antes de se considerar uma medida tão drástica, é importante avaliar quais alternativas podem ser adotadas para se reduzir custos. Saúde é vida.

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